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Publicado 06/10/2013

Samarco inaugura Wind Fence e conclui ações do Termo de Compromisso Ambiental

Samarco inaugura Wind Fence e conclui ações do Termo de Compromisso Ambiental

  Empresa investiu cerca de R$250 milhões em sete iniciativas de melhoria no controle ambiental na Unidade de Ubu

A Samarco inaugurou, dia 4 de outubro, a Wind Fence (barreira de vento), ao redor de seu pátio de estocagem de minério de ferro, na Unidade de Ubu, em Anchieta (ES). A tecnologia tem o objetivo de reduzir a velocidade do vento incidente sobre as pilhas de minério e a emissão de particulados nessa área. A inauguração foi marcada por um evento comemorativo, que teve a presença do governador do Estado, Renato Casagrande.

O evento celebrou, ainda, a entrega, ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), da Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar e a finalização das ações previstas pelo Termo de Compromisso Ambiental (TCA), assinado, voluntariamente, pela Samarco com o Ministério Público do Estado do Espírito Santo, com a interveniência técnica do Iema.

Conheça os equipamentos

A Wind Fence é uma estrutura metálica fechada por telas de polipropileno. No caso da Samarco, a estrutura circunda todo o pátio de estocagem. Ao todo, a empresa instalou três quilômetros de telas, com altura entre 22 e28 metros. Essas telas têm a função de diminuira velocidade dos ventos incidentes sobre o pátio de estocagem, reduzindo a emissão de particulados.

A tecnologia, relativamente nova, foi criada nos Estados Unidos com fim agrícola. As telas eram instaladas nos campos para reduzir os danos causados pelo vento ou outros fenômenos naturais nas lavouras. A partir dos bons resultados relatados no uso agrícola, a tecnologia passou a ser adotada também na indústria mineral.

Os equipamentos foram dimensionados para suportar ventos de até 120km/h, sendo que a média na região é de 25km/h. Em caso de situações extremas, com rajadas superiores a essa velocidade, o sistema de segurança é acionado, abrindo as telas para a passagem do vento e impedindo que a estrutura seja danificada. A Samarco investiu R$ 92,4 milhões na construção da Wind Fence e as obras duraram um ano e nove meses.

Com a instalação da barreira de vento, a Samarco espera reduzir em até 54% a dispersão de particulados provenientes do pátio de estocagem.“A Samarco cumpre todos os parâmetros legais relativos à emissão de particulados. A Wind Fence, assim como as outras iniciativas concluídas no TCA, é um esforço voluntário da empresa, concebido em conjunto com a sociedade e poder público, para aprimorar ainda mais seu desempenho ambiental e contribuir para a melhor qualidade do ar na região de Anchieta”, explica Kleber Terra, diretor de Operações e Infraestrutura da Samarco.

O TCA faz parte de um processo de melhoria contínua do desempenho ambiental da Samarco, segundo os requisitos de seu Sistema de Gestão Ambiental, certificado conforme a norma internacional ISO14000. A Samarco adota esses parâmetros desde 1998, e foi a primeira empresa de mineração do mundo a ter todas as etapas de seu processo produtivo certificado nesta norma. Além da barreira de vento, a empresa conta com sistemas de controle adicionais, como precipitadores eletrostáticos nos fornos de endurecimento; a adição de supressor de poeira nas etapas de manuseio de pelotas; aspersão d’água durante a recuperação das pelotas nos pátios, e o monitoramento visual por câmeras de TV, que auxilia a operação quando da ocorrência de possíveis emissões visíveis.

Já a Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar é formada por um conjunto de equipamentos, que mede, em tempo real, a quantidade de poluentes no ar, conforme critérios estabelecidos pela legislação brasileira e pelas melhores práticas de monitoramento ambiental. Essas estações são interligadas ao Centro Supervisório da Qualidade do Ar Grande Vitória, gerenciado pelo IEMA.

A rede já funcionava na região de Anchieta com quatro estações de amostragem e medições manuais. Agora, serão seis pontos instalados nas comunidades de Mãe-Bá, Ubu, Guanabara, Centro e Belo Horizonte, no município de Anchieta, além da comunidade Meaípe, no município de Guarapari.

As novas estações são móveis, permitindo deslocamento em caso de necessidade, e automatizadas, ou seja, os dados são enviados continuamente, em tempo real, para o órgão ambiental que analisa e verifica se os parâmetros legais estão sendo cumpridos. A nova rede é a mais moderna do Estado, em termos de tecnologia e cobertura espacial, e uma das mais atuais do Brasil.

TCA

O Termo de Compromisso Ambiental (TCA), concluído oficialmente durante a cerimônia, ultrapassa as exigências da legislação vigente e prevê diversas melhorias nos mecanismos de controle ambiental adotados pela Samarco. Além da Wind Fence e da modernização e ampliação da rede automática de monitoramento da qualidade do ar nas comunidades, foram feitos investimentos para a instalação de precipitadores eletrostáticos – equipamentos que alcançam um índice de eficiência de remoção de partículas de até 99%, o enclausuramento dos locais onde o minério de ferro e as pelotas passam de uma correia transportadora para outra, a aplicação de supressores de poeira – um polímero que cobre a pelota, dificultando o desprendimento de pó -, a pavimentação de vias internas, todos já concluídos anteriormente, além do repasse de verbas para o estudo de monitoramento e caracterização da poeira sedimentável, realizado pelo Iema, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo.

O Termo foi assinado em 2009, pela Samarco e pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), com a interveniência técnica do Iema, em uma iniciativa voluntária e pioneira. Tanto o MPES quanto o órgão ambiental acompanharam a execução e entrega de cada uma das ações.

“A proposta do Termo de Compromisso Ambiental foi baseada na intenção de criar um documento capaz de gerar soluções para o futuro, envolvendo a Samarco, os órgãos ambientais, as prefeituras da área de influência direta da empresa e o Ministério Público, que exerceu um papel conciliador, unindo as partes envolvidas. Sabemos que esse modelo de trabalho não foi registrado em nenhuma outra cidade do Brasil e minha intenção, a partir de agora, é levar essa forma de trabalhar também para outros lugares, porque vimos que, realmente essa é a melhor forma de encontrar soluções com vistas para o futuro”, avalia Marco Antônio Nogueira, promotor de Justiça do Ministério Público de Guarapari e coordenador da comissão do TCA.

Todos os pontos previstos no documento têm o objetivo de reduzir a emissão de material particulado para níveis abaixo dos registrados atualmente, já dentro dos parâmetros estabelecidos pela lei ambiental, para as áreas vizinhas à Unidade de Ubu. No total, a Samarco investiu cerca de R$ 250 milhões no Termo.

Fonte: RP1 Comunicação Tel.: 11 5501-4655 www.rp1.com.br