Em painel da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rodrigo Vilela apresentou iniciativas da empresa em descarbonização, energia renovável e economia circular
O presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, afirmou nesta quarta-feira (7), durante a Pré-COP 31: O Papel do Setor Privado na Agenda do Clima, em Brasília, que a mineração será essencial para viabilizar a transição energética global e defendeu mecanismos de financiamento capazes de acelerar investimentos em tecnologias de baixo carbono. O encontro reuniu representantes da indústria brasileira em preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 31), que será realizada em novembro, na Turquia.
Vilela integrou o painel “Segurança energética e mineração: financiamento para uma transição justa”, ao lado de representantes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Vale, Schneider Electric e Carbon Measures. Durante o debate, destacou que os minerais desempenham papel estratégico para o desenvolvimento das tecnologias necessárias à economia de baixo carbono.
“Não existe transição energética sem a mineração”, afirmou. “Os minerais são fundamentais para viabilizar a infraestrutura, os equipamentos e as soluções necessárias para uma economia mais sustentável.”
Segundo ele, além de fornecer uma matéria-prima essencial para a descarbonização da siderurgia, a pelota produzida pela Samarco pode reduzir em até 80% as emissões nos fornos dos clientes em comparação com outros insumos do setor. “Um produto com menor intensidade de emissões é um produto mais competitivo”, disse.
O executivo ressaltou ainda que o Brasil possui vantagens relevantes nesse cenário, como a matriz elétrica predominantemente renovável e a disponibilidade de minério de alta qualidade, fatores que podem contribuir para ampliar a competitividade do país na agenda da transição energética.
Sustentabilidade
Como exemplo dos investimentos necessários para uma economia de baixo carbono, Vilela apresentou iniciativas que vêm sendo implementadas pela Samarco para reduzir emissões e ampliar a eficiência no uso de recursos naturais.
A empresa está próxima de alcançar sua meta intermediária de redução de emissões para 2030. Entre as iniciativas adotadas estão a substituição parcial de combustíveis fósseis por bio-óleo e biomassa e o aproveitamento do coproduto do mármore no processo de pelotização.
Atualmente, 100% da eletricidade consumida pela Samarco provém de fontes renováveis certificadas. A companhia também avança na ampliação da autogeração de energia por meio de ativos hidrelétricos, da parceria eólica com a Casa dos Ventos e de estudos para geração solar em áreas já descaracterizadas.
Ao tratar da circularidade, Vilela destacou que a empresa não utiliza mais barragens para disposição de rejeitos, o que contribui para a recuperação de água no processo produtivo. “A circularidade está no centro da sustentabilidade e da nossa licença social para operar”, afirmou. Segundo ele, o desafio é reduzir a geração de resíduos e ampliar o uso de tecnologia para transformar rejeitos e estéreis em novos produtos. “Estamos gerando valor também a partir desses coprodutos.”
Ao abordar os desafios da agenda climática, o presidente da Samarco reforçou que a transição energética exige uma combinação entre inovação, financiamento e aproveitamento eficiente dos recursos naturais, de forma a conciliar desenvolvimento econômico, segurança energética e redução das emissões.