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Publicado 10/06/2017

Vale usa sua expertise para treinar no Brasil mais de 300 aprendizes da África e da Ásia

Vale usa sua expertise para treinar no Brasil mais de 300 aprendizes da África e da Ásia

A expertise acumulada pela Vale em 70 anos de mineração e logística no Brasil está a serviço da formação de mão de obra especializada em Moçambique e Malásia. Desde 2010, a empresa trouxe 346 aprendizes dos dois países para complementar sua formação no Brasil utilizando a modalidade on-the-job training, em que os profissionais aprendem na prática. Após a formação, que dura de quatro a oito meses, os profissionais retornam a seus países para trabalhar nas operações da Vale. No momento, 81 moçambicanos estão sendo treinados em Vitória para atuar em porto e ferrovia.

A Vale opera desde 2011 uma mina de carvão em Moatize, no país africano, onde está construindo também o Corredor Logístico de Nacala - composto por uma ferrovia e um porto, em parceria com o governo do país -, com previsão para início de operação até o final do ano.

Dos 81 moçambicanos que estão sendo treinados no Brasil em parceria com a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, 29 foram capacitados no Centro de Engenharia de Logística, em Vitória, onde tiveram contato com modernos simuladores de trem, e agora estão fazendo o on-the-job training na malha da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Eles chegaram ao Brasil em março e vão ficar até setembro, quando retornam ao seu país.

Outros 21 aprendizes estão em Vitória fazendo a formação de maquinistas enquanto 31 estão cursando o treinamento em operação e manutenção portuária. Esses grupos chegaram em julho e retornarão à África em janeiro de 2015. Ainda este ano devem chegar mais 60 moçambicanos a Vitória.

De acordo com a diretora de RH para África e Ásia, Paula Eller, a formação no Brasil é uma iniciativa que contribui para o desenvolvimento da mão de obra nos outros países e para a padronização das operações da Vale no mundo. "Damos aos aprendizes a oportunidade de treinar em operações maduras e que funcionam em sua capacidade máxima. O aprendiz vivencia a experiência técnica, mas também questões de saúde, segurança e meio ambiente que são importantes para nós", afirma.

A estratégia foi iniciada em 2010 com uma turma de 47 moçambicanos: 24 que fizeram a formação de maquinistas de trem 23 que se formaram em operação de mina. De 2011 a 2014 formaram-se mais 75 maquinistas e 106 técnicos em manutenção de mina - curso que incluiu também um treinamento teórico em um fornecedor de equipamentos.

Em 2013, a iniciativa foi estendida para a Ásia com a vinda de 61 profissionais malaios para Vitória (ES), onde fizeram a formação em operação portuária. Eles já retornaram ao seu país para trabalhar no Centro de Distribuição de minério, cuja operação deve começar ainda neste semestre.

O técnico de mina moçambicano Alberto MacUacua, de 32 anos, veio ao Brasil em 2010 como parte da primeira turma, no Pará. Ele se tornou operador de caminhão. Na época, a mina de carvão de Moatize ainda não estava em operação, o que só ocorreu em 2011. "Foi muito bom ver como funcionava uma mina na prática. Seria bem mais difícil de eu não tivesse ido ao Brasil", explica o técnico, que antes de entrar para a Vale trabalhava como ajudante de eletricista e não tinha emprego fixo.



Fonte: Assessoria de Imprensa Vale