Notícias - Samarco

Publicado 21/11/2018

Tecnologias pioneiras são as novas aliadas na recuperação do rio Doce

Tecnologias pioneiras são as novas aliadas na recuperação do rio Doce

Startups desenvolvem drones para coleta de dados, biotecnologias ecológicas e capacitação para colaborar com as frentes socioambientais da Fundação Renova

As soluções para reparar e compensar os danos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão ganham agora o reforço de três startups, que estão desenvolvendo tecnologias pioneiras para serem testadas e aplicadas no território atingido. Os projetos foram selecionados no Edital de Inovação para a Indústria, uma iniciativa da frente de Inovação e Economia da Fundação Renova, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
 
A escolha dos projetos seguiu critérios técnicos, como a viabilidade do negócio e a empregabilidade no processo de reparação. A Skyvideo trabalha na adaptação de drones para acesso a áreas remotas, com possibilidade de flutuação sobre a água. A LiaMarinha, de Mariana (MG), desenvolve biotecnologias ecológicas para tratamento e remediação de águas e efluentes das áreas impactadas. A empresa Já Entendi vai atuar no eixo Pessoas e Comunidades, com projeto de capacitação profissional em estratégia de negócios para as comunidades atingidas.
 
Incorporando os drones como os novos aliados da reparação, a Skyvideo está realizando testes de distância e de peso para checar o alcance e a capacidade dos equipamentos. No futuro, os drones poderão realizar coletas de amostras e análises de parâmetros físicos e químicos da qualidade da água, que serão transmitidas remotamente. “A tecnologia permitirá a mensuração da evolução dos programas da Renova, poderá contribuir com tomadas de decisão mais ágeis e precisas e com a difusão de inovação de ponta. E, ainda, será possível replicá-la em outras situações”, afirma Fabio Tauk, diretor da startup.
 
Com base no funcionamento da própria natureza, a LiaMarinha aposta na Estação de Tratamento Natural (ETN) - ilhas flutuantes fitorremediadoras e barreiras filtrantes, capazes de despoluir com eficiência áreas contaminadas por diversos compostos orgânicos. A técnica ainda é vantajosa pela simplicidade na execução, tempo demandado no processo e menor custo. As ilhas são adaptáveis e imitam as zonas próximas às margens.

A ETN funciona como as raízes das plantas, ou seja, filtra e degrada a matéria orgânica, absorve metais e diminui a turbidez da água. As ilhas podem trabalhar de forma independente e ser utilizadas para diversos fins, como a renaturalização, melhoria da paisagem, aquicultura, lagoas de tratamento e medidas preventivas. “Depois dos testes em laboratório, vamos aplicar a ilha em um trecho piloto do Gualaxo do Norte, em Mariana (MG), uma das áreas mais impactadas pelo rompimento da barragem. Dependendo dos resultados, a tecnologia estará apta a ser reproduzida em outras áreas, da nascente do Doce à foz”, afirma William Pessoa, diretor da empresa.

A capacitação profissional é o foco da empresa Já Entendi. Serão feitos treinamentos de forma ágil, inovador e com baixo custo para base da pirâmide das comunidades atingidas. “Desenvolveremos videoaulas e ebooks com orientações de educação financeira, práticas de vendas, criatividade em embalagens, receitas e dicas para pequenas empreendedoras”, afirma Gladys Mariotto, CEO da empresa.
 
O edital recebeu 76 projetos de startups, micro e pequenas empresas de todo o Brasil. A avaliação das propostas, incluindo entrevistas com representantes das empresas, foi conduzida pelo Senai em parceria com a Fundação Renova. Ao todo, serão destinados R$ 1,1 milhão para as três empresas selecionadas.

“Inovação é uma das palavras-chave para o processo de reparação. A conexão entre empreendedorismo, tecnologia e sustentabilidade é essencial em um cenário que demanda, constantemente, geração e aplicação de novos conhecimentos e técnicas”, destaca Paulo Rocha, líder da frente de Economia e Inovação da Fundação Renova.

Para o desenvolvimento dos projetos, as empresas poderão contar com a estrutura de incubação do sistema Sesi/Senai. “Esta chamada tem um papel muito importante pelo que esta ação representa: conectar e compartilhar para transformar. Todos juntos conectados em busca de soluções que promovam o impacto positivo no ambiente e principalmente nas pessoas da região”, relata Juliana Gavini Uliana, diretora de Inovação e Tecnologia do Senai/Espírito Santo.

Os empreendedores terão, ainda, acesso a uma assessoria para oferecer o novo produto ao mercado.  “Queremos que micro e pequenas empresas, de base tecnológica sustentável, criem produtos que nos ajudem nesse compromisso de reparação, mas que também gerem inovação e conhecimento para o mercado, trazendo novas oportunidades de negócios para elas”, enfatiza Rocha.
 
Sobre a Fundação Renova 
A Fundação Renova é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar, com autonomia técnica, administrativa e financeira, os programas e ações de reparação e compensação socioeconômica e socioambiental para recuperar, remediar e reparar os impactos gerados a partir do rompimento da Barragem de Fundão, com transparência, legitimidade e senso de urgência. A Fundação foi estabelecida por meio de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas Vale e BHP, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma série de autarquias, fundações e institutos (como Ibama, Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Águas, Instituto Estadual de Florestas, Funai, Secretarias de Meio Ambiente, dentre outros), em março de 2016.


Fonte: Assessoria de Imprensa Fundação Renova