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Publicado 29/11/2019

Produtor rural de Paracatu de Baixo participa de painel em congresso de agroecologia

Produtor rural de Paracatu de Baixo participa de painel em congresso de agroecologia

Evento reuniu cerca de 4 mil pesquisadores, estudantes, técnicos e agricultores

Waldir Pollack, produtor rural de uma das cidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, e Bruna Marcatti, analista socioeconômica da Fundação Renova, participaram de um painel no XI Congresso Brasileiro de Agroecologia – Ecologia de Saberes: Ciência, Cultura e Arte na Democratização dos Sistemas Agroalimentares. O evento aconteceu entre os dias 4 e 7 de novembro, em Aracaju (SE), e contou com pesquisadores, estudantes, técnicos e agricultores. 

O evento é um espaço de diálogo entre conhecimentos científicos e práticos dentro da área de agroecologia. Foram abordados temas como a apropriação de tecnologias sociais para o campo, a troca de saberes entre agricultores por meios do método Camponês a Camponês, a educação do campo e a produção de alimentos saudáveis. 

Waldir e Bruna falaram sobre a experiência de revitalização das paisagens a partir de uma perspectiva agroecológica no painel “Rede de Agroecologia do Gualaxo: ressignificação do território pelos atingidos da barragem de Fundão em Mariana (MG)”. 

A analista explicou que a Fundação Renova se empenha em construir, coletivamente, com os produtores rurais, a Rede de Agroecologia do Gualaxo para a reparação do território. “Estamos ressignificando a existência dos agricultores que, embora na condição de atingidos, querem permanecer no território, ocupar cada espaço de terra, produzir itens saudáveis para sua família, gerar vida e fincar raízes cada vez mais profundas nesses locais. Os produtores rurais conseguem compreender o poder da resiliência da natureza e da biodiversidade durante o processo de reparação”, afirma.

Experiência de longa data

Para Waldir, já são mais de duas décadas dedicadas à prática da agricultura sustentável na região. O produtor faz questão de chamar atenção para os benefícios de manter uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos e de outros produtos químicos. No painel, ele falou sobre sua experiência em sua propriedade rural, atingida pelo rompimento da barragem de Fundão.

Segundo ele, a oportunidade de participar do Congresso foi muito construtiva. O diálogo entre os participantes permitiu a construção de uma rede de saberes. “Foi uma experiência muito boa, todos os agricultores deveriam participar. A gente aprende muita coisa, são várias culturas diferentes. É a união do Brasil inteiro. E ver vários jovens e estudantes envolvidos é muito bom. A gente sai de lá feliz da vida”, conta.

O evento permitiu, ainda, discussões sobre os desafios dos cortes de verbas para as pesquisas de cunho ambiental e social, a falta de investimentos na agricultura familiar, os desastres socioambientais e a implantação dos sistemas agroalimentares de base  agroecológica como forma de resistência nos territórios, frente ao avanço da lógica de produção baseada na exploração dos recursos naturais e do trabalho humano.

 



Fonte: Fundação Renova