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Publicado 13/05/2020

Grupo de bordadeiras é reconhecido em feira internacional e abre oportunidades de negócios

Grupo de bordadeiras é reconhecido em feira internacional e abre oportunidades de negócios
A Fundação Renova trabalha para fortalecer economias locais e estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas, com foco em pequenos empreendimentos. Em Barra Longa (MG), uma parceria entre a Associação de Cultura Gerais (ACG) e a Renova apoia um tradicional grupo de bordadeiras a consolidar o negócio e conquistar o mercado virtual, gerando renda e oportunidades para as famílias.

O grupo, conhecido como Meninas da Barra, é composto por 27 mulheres e preserva o bordado manual, herança da forte presença portuguesa no período colonial. O grupo teve seu trabalho reconhecido em apresentação na Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos (Fincc), realizada no ambiente virtual neste ano. 

Elas adquiriram um estande virtual e utilizaram o catálogo de produtos digital desenvolvido em parceria com Fundação Renova para apresentar as principais criações, que utilizam técnicas diversas, como richelieu, crivo, bainha, crochê e fuxico. As bordadeiras também expõem suas peças no Instagram e no Facebook. 

“Foi gratificante ver nosso trabalho divulgado. Jamais poderíamos imaginar tamanha repercussão em nível nacional. Foi a nossa primeira feira digital e deu tudo certo. E estamos também nas redes sociais. Lá, as pessoas podem ver nossos bordados e estão nos procurando”
Maria Magaly Lanna, bordadeira

A Fundação Renova apoia o trabalho das artesãs com assessorias técnicas de desenvolvimento do empreendedorismo digital, gestão, marketing digital, abertura de mercado e vendas. "Buscamos, junto ao grupo, estimular a economia criativa e valorização da produção regional”, diz a analista do Programa de Economia e Inovação da Fundação Renova, Andréa Furtado.

Uma história de tradição e amor

A barra-longuense Maria Magaly Lanna herdou da família as técnicas do bordado a mão. Depois de sair da cidade para estudar e trabalhar, a professora aposentada retornou a Barra Longa, aperfeiçoou o trabalho com agulhas, linhas e tecidos e passou a compartilhar a herança familiar com outras artesãs. 

“Minha história com o bordado é um caso de amor. Minha madrinha tinha um salão de bordado em Barra Longa, onde ensinava as moças a bordar. Foi lá que aprendi. Minha família é toda de bordadeiras: minha avó, mãe, tias e irmã”, diz Magaly, que começou a aprender o ofício aos quatro anos de idade.

A irmã de Magaly, Maria Aparecida Lanna é bordadeira e integrante do grupo. Ela também saiu da cidade para estudar e trabalhar. Contudo, com o tempo, Maria Aparecida percebeu que sua verdadeira paixão era o bordado. Largou tudo, voltou para Barra Longa e hoje vive do negócio. “Sou uma pessoa realizada e feliz. Somos de uma cidade de bordadeiras e uma ajuda a outra”, frisa.

As irmãs também dão cursos de bordado na Casa das Artes, mantida pela prefeitura de Mariana em parceria com o Sebrae. As atividades contam com grande participação do público jovem, assegurando, assim, a longevidade da tradição local. “Às vezes, são tantas pessoas que não tem vaga para todo mundo”, comenta Magaly. No momento, a Casa das Artes está fechada devido à Covid-19. Tão logo a pandemia seja controlada, o espaço voltará a receber bordadeiras e aprendizes.


Fonte: Fundação Renova