Coprocessamento: a tecnologia que une petróleo a matérias-primas renováveis já faz parte do dia a dia da gente
Coprocessamento. Você já ouviu falar disso? É uma tecnologia sustentável que integra matérias-primas renováveis (como óleos vegetais, gorduras animais ou resíduos da biomassa) ao refino do petróleo. O resultado é um combustível quimicamente muito similar ao fóssil, o que permite seu uso em motores convencionais sem necessidade de adaptações.
Outra vantagem dessa tecnologia é que a parcela renovável ajuda a reduzir a intensidade de carbono do combustível final, diminuindo as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Para a nossa companhia, o coprocessamento é uma das estratégias para liderar a transição energética justa e garantir a segurança energética do Brasil. Por isso, nosso Plano de Negócios 2026-2030 destina US$1,5 bilhão para investimentos em biorrefino. E esses combustíveis com conteúdo renovável já fazem parte do nosso dia a dia. Vamos conhecer um pouco mais sobre eles?
No céu, no mar, na terra: nossos produtos com conteúdo renovável
Os combustíveis com conteúdo renovável já fazem parte do nosso dia a dia. No tanque do seu carro, nos navios, lanchas e aviões. No setor de transporte de cargas e de passageiros, o exemplo mais notável é o Diesel R.
Com R de renovável, é um combustível idêntico ao diesel fóssil. De tão parecido é difícil identificar qual é qual. Até mesmo em testes de laboratório. Produzido por coprocessamento de diesel mineral com óleo vegetal (soja, geralmente), o Diesel R reduz a emissão de gases de efeito estufa (GEE) em até 90% em sua parcela renovável.
Com teores de 5% a 10% de renovável (R5-R10), é um combustível "drop-in", ou seja, pode ser usado diretamente em motores diesel convencionais, sem necessidade de ajustes.
Diferentemente do biodiesel comum, o Diesel R passa por hidrotratamento, processo de refino que utiliza hidrogênio a altas temperaturas e pressões, para remover contaminantes, gerando um combustível quimicamente mais estável, com menos risco de contaminação, resultando em maior durabilidade para os motores.
Diesel Petrobras Podium
Com a nova formulação, o Diesel Petrobras Podium reduz as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) em, aproximadamente, 3% em relação ao diesel mineral. Produzido por coprocessamento de diesel mineral com 5% de conteúdo renovável (óleo vegetal ou gordura animal), o produto tem as mesmas características e propriedades de um óleo diesel S-10 100% mineral, não exigindo qualquer adaptação dos motores para o seu uso, tornando o impacto ambiental ainda mais baixo.
Diesel Verana
O novo Diesel Verana, único diesel premium destinado ao mercado náutico de lazer, também passa a incorporar 5% de conteúdo renovável. Assim como o diesel rodoviário, gera uma redução em torno de 3% de GEEs no seu ciclo de vida e não requer adaptações nos motores.
Testado pelo Cenpes em condições de operação no mar, sua formulação exclusiva garante maior conforto e segurança, proporcionando desde um abastecimento mais rápido sem a formação de espuma e com a redução do odor característico de um diesel marítimo, até uma performance superior, assegurando potência e confiabilidade.
Sua alta estabilidade garante, ainda, uma maior proteção às partes do motor em contato com o combustível, incluindo os longos períodos sem uso da embarcação.
VLS B24 - combustível marítimo com conteúdo renovável
O VLS B24 é um combustível marítimo de baixo teor de enxofre, com 24% de conteúdo renovável em sua composição. O produto atende a padrões internacionais de qualidade, incluindo a certificação International Sustainability and Carbon Certification – EU (ISCC EU), um sistema global que assegura a rastreabilidade, a conformidade com critérios de sustentabilidade e a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em toda a cadeia de produção do biocombustível.
Além disso, atende às exigências da FuelEU Maritime, regulamentação da União Europeia que impõe redução progressiva da intensidade de GEEs nos combustíveis usados por navios que operam em portos europeus.
O VLS B24 tem o potencial de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 20% e pode ser utilizado nos motores marítimos existentes sem a necessidade de modificações. Seu componente renovável é proveniente de biodiesel de segunda geração, produzido a partir de resíduos agroindustriais, o que reforça o perfil sustentável do produto.
SAF - combustível sustentável de aviação
O combustível sustentável de aviação, também conhecido como SAF (Sustainable Aviation Fuel), tem certificado de sustentabilidade ISCC-CORSIA (International Sustainability Carbon & Certification – Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation). Tem menor intensidade de carbono porque utiliza um percentual de matéria-prima de origem vegetal, que é processada junto com o querosene de aviação mineral.
No momento, a companhia está certificada para o uso de óleo técnico de milho (TCO), uma matéria-prima residual, ou óleo de soja, com uma redução prevista nas emissões líquidas de CO2 de até 87% na parcela renovável.
O produto obtido é quimicamente idêntico ao combustível mineral, e pode substituir o querosene de aviação convencional, sem necessidade de modificações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento. Isso o torna uma solução prática e rápida para reduzir as emissões do setor aéreo.