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Publicado 14/05/2018

Seminário discute desafios para retomada da pesca e uso da água bruta no Rio Doce e zona costeira

Seminário discute desafios para retomada da pesca e uso da água bruta no Rio Doce e zona costeira

Seminário discutiu os desafios para a retomada da pesca no rio Doce e nas zonas costeiras

Nos dias 07 e 08 de maio, aconteceu em Vitória o I Seminário Técnico Intercâmaras do Comitê Interfederativo (CIF): Pesca e Uso da Água Bruta no Rio Doce e Zona Costeira. O evento, realizado pelo CIF, reuniu mais de 150 representantes de entidades dos governos estadual e federal, pesquisadores, sociedade civil e a Fundação Renova para discutir os desafios relacionados à retomada da pesca e a qualidade da água no rio Doce e nas zonas costeiras.

A programação foi dividida em quatro painéis, com o objetivo de compartilhar informações e resultados de pesquisas já realizadas, de modo a avaliar a real situação da água e do pescado no rio Doce após o evento. Temáticas como monitoramento de água bruta, qualidade do pescado, sustentabilidade da cadeia da pesca e preservação da ictiofauna fizeram parte dos debates. “O rio Doce já era um rio muito impactado. O evento trouxe a amplificação desses impactos. O cenário ainda é desconhecido ou pouco conhecido, por isso devem continuar os monitoramentos”, ressaltou a farmacêutica da Prefeitura Municipal de Mariana, Carolina Andrade, durante o seminário.

Ao final do evento foi apresentada aos participantes, como resultado do seminário, a consolidação de todos os painéis que culminou com a minuta de um documento com os encaminhamentos que vão direcionar as ações do CIF daqui por diante. Este documento, além das considerações técnicas, levará em conta o saber e as demandas de pescadores e povos tradicionais, como indígenas e quilombolas, atingidos pelo rompimento da barragem.

“Quase todas as Câmaras Técnicas lidam com questões relacionadas à água ou à pesca. Com o primeiro Seminário Técnico Intercâmaras, buscamos alinhar o que está sendo feito e analisar as lacunas de conhecimento que precisam ser preenchidas. Temos diversos questionamentos que não são respondidos para a sociedade atingida e vamos buscar respondê-los. São questões de muito difícil resposta, mas devemos encadear quais são as ações necessárias para que possamos esclarecê-las. Por trás de perguntas como ‘posso comer o peixe?’ e ‘posso nadar?’, há uma série de estudos que vão indicar, por exemplo, o risco à saúde humana que a exposição a esses rejeitos está causando ou não”, destacou o presidente do CIF, Marcelo Belisário.

O evento contou com a participação de representantes dos atingidos. “Vemos o seminário como um espaço de diálogo e de troca de saberes, daquilo que vem sendo produzido de estudos, levantamentos pelas universidades e pela Fundação Renova, mas também das demandas e pleitos das comunidades. Trata-se de uma oportunidade de trazer à discussão os problemas que a gente vive no dia a dia e, também, como podemos somar alguma força no sentido de tentar apontar soluções. Há disponibilidade das comunidades de propor ações, e inclusive se colocar à disposição para realizá-las”, afirmou a secretária executiva do Conselho Pastoral dos Pescadores, Ormezita Barbosa.

Para a diretora de Engajamento de Participação Social da Fundação Renova, Andrea Aguiar Azevedo, a solução dos problemas causados pelo rompimento da barragem de Fundão é um processo coletivo, que envolve diversos segmentos da sociedade. “Temos a responsabilidade da execução das ações, mas a solução para os problemas é uma construção coletiva”, destacou.



Fonte: Fundação Renova