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Publicado 06/07/2017

Jardins Móveis

Jardins Móveis

Depois de passar pela Cidade do México e por Lausanne, na Suíça, exposição de esculturas de infláveis de Felipe Barbosa e Rosana Ricalde chega ao Museu Vale, em Vila Velha (ES

Um passeio por um ‘bosque encantado’, onde os visitantes encontram grandes esculturas coloridas elaboradas a partir de 4 mil bichos e outros objetos infláveis que ganharam novos significados.  A proposta inusitada dos artistas visuais Felipe Barbosa e Rosana Ricalde deu origem a ‘Jardins Móveis’, uma exposição que convida à fantasia e ao mesmo tempo à reflexão sobre a relação entre a natureza e o consumo. Apresentada em parques na Cidade do México, em 2007, e em Lausanne (Suíça), em 2016, será recebida no Brasil pelo Museu Vale, em Vila Velha (ES), de 30 de junho a 24 de setembro. A mostra ocupará o espaço externo do museu, que tem como cenário a baía de Vitória.

Outra novidade é que durante a mostra ‘Jardins Móveis’ o Museu Vale funcionará nos fins de semana em horário especial. Ficará aberto até mais tarde para oferecer ao público uma experiência diferente, o contato à noite com as obras, que receberão uma iluminação especial para ressaltar a intensidade das cores nas esculturas e propor a observação de novos significados.

Para Barbosa e Ricalde os parques e as grandes cidades são espaços artificiais que permanecem como uma memória inventada em relação ao que o lugar era antes da cidade se instalar. É a partir dessa ideia de artificialidade entrelaçada ao consumo nos momentos de lazer que os artistas desenvolveram a proposta de intervenção em espaços de recreação.

A mostra reunirá 20 obras com dimensões que chegam a 10m de altura x 15m comprimento x 3m de largura – inspirada nos dinossauros, essa escultura foi apelidada de ‘megassauro’. Terá também pavão, bisão, girafa, tucano, dromedário, veado, tamanduá, lhama, lagarto, peixe, polvo gigante, pato e boi, além de outros bichos com interpretação livre. Montadas em estrutura de ferro moldado, as esculturas incorporam os infláveis de forma imaginativa, onde, por exemplo, um jacaré vira pena de pássaro.

“A exposição ganha vida própria e autonomia de leitura em cada lugar por onde passa. Não remontamos o que já foi apresentado. Na Cidade do México a inspiração foi a topiaria - arte de podar plantas em formas ornamentais - muito presente nos parques locais, por isso utilizamos muitos infláveis na cor verde das árvores. No Brasil ela está mais colorida”, explica Rosana Ricalde.

Há 17 anos Rosana e Felipe atuam em dupla. Individualmente, Felipe tem uma obra focada no objeto e Rosana no uso da palavra, em equipe desenvolvem projetos que buscam estabelecer diálogos com entornos urbanos. Os trabalhos que fazem em conjunto descobrem o equilíbrio entre os jogos geométricos de Barbosa, ao usar objetos preexistentes para criar outros novos, e a metáfora poética presente na obra de Ricalde.

Para Felipe Barbosa “Jardins Móveis traz o aspecto crítico do consumo associado ao lazer. Esse ‘bosque encantado’ remete à produção em massa, à relação compra-venda que ocupa um lugar de naturalidade na dinâmica do passeio e ainda à artificialidade dos jardins”.

Ao fazer uso de produtos que são comercializados nos parques, como os infláveis, Barbosa e Ricalde também propiciam oportunidade para que a fantasia possa ter lugar. A exposição é muito colorida e as esculturas desafiam a imaginação.

“A exposição Jardins Móveis traz uma relação direta com a escala do Museu Vale e seu entorno, já que ocorrerá inteiramente do lado de fora do espaço expositivo. Desta maneira, a pergunta ‘Qual é o lugar da Arte?’ nos faz refletir não apenas sobre o espaço físico mas também sobre o papel e a função da arte no mundo contemporâneo”, destaca Ronaldo Barbosa, diretor do Museu Vale.

Dentro do galpão, onde normalmente é o espaço expositivo, estará o programa educativo do museu, com um workshop para crianças e adolescentes.

A exposição ‘Jardins Móveis’ seguirá para o Memorial Minas Gerais Vale, em Belo Horizonte, onde será instalada no jardim do museu e na Praça da Liberdade.

ROSANA RICALDE

A obra de Rosana Ricalde, Niterói, RJ, contém uma metáfora poética onde a palavra se torna imagem e dessa combinação surgem possibilidades infinitas entre o conceito e o representado. Quase todas as obras de Ricalde são construídas a partir da interseção entre literatura e artes plásticas, evidenciando a influência que sua produção recebe do texto como conteúdo e forma. “Na minha obra, a literatura está totalmente dentro de cada trabalho, acho que, por vezes, estou fazendo literatura”, diz.

Essa confluência, em outros tempos considerada contaminação, apresenta-se na obra de Rosana Ricalde como um terreno fértil para a experimentação e a discussão sobre a atividade artística. O espectador, por sua vez, é convidado à experiência tanto inteligível como sensível da obra, a partir de seus signos pictóricos e linguísticos.

Rosana Ricalde é formada em gravura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - EBA/UFRJ. Participou de importantes exposições coletivas no Brasil e exterior como: The Storytellers: Narratives in International Contemporary Art - Stenersen Museum - Oslo - Noruega, 2012; Contested Territories - Dorsky Gallery - Long Island City - NY, 2012; 100 Obras, 10 Anos: Uma Selecção da Colecção da Fundação PLMJ - Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva - Lisboa - Portugal, 2012. A obra de Rosana Riscalde está representada em diversas coleções institucionais, entre as quais: Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM, Rio de Janeiro; Coleção Banco Itaú, São Paulo; e Coleção Sesc Nacional.

FELIPE BARBOSA 

Felipe Barbosa, Rio de Janeiro (RJ), constrói suas obras a partir da apropriação de elementos do cotidiano, como bolas de futebol, tampas de garrafa, notas de dinheiro e mesas de sinuca. Suas intervenções dialogam com a arquitetura e seguem uma lógica empírica baseada nos materiais encontrados em seu dia a dia. É a partir da escolha, transformação e reorganização geométrica destes materiais que Felipe propõe uma paródia do sistema e convenções e sociais, evidenciando sua reflexão sobre a sociedade de consumo nos dias atuais. Assim cria um novo olhar para esse sistema ao mesmo tempo que o critica de forma humorada e com extrema beleza formal.  

“Assim como para os sufis e pitagóricos, acredito que os números e suas simetrias, entre as quais os quadrados mágicos, representam os estágios da criação, logo, procuro brincar com o abstrato e criar um novo mundo de possibilidades com a minha arte”, define o artista.

Graduado em Pintura e mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - EBA/UFRJ, Felipe Barbosa expõe regularmente desde 2000 em diversos países, entre eles, México, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Croácia, Lituânia, França, Canadá, Holanda, Inglaterra, Argentina e Japão. Dentre suas mostras recentes estão Campo de las Naciones - Galería Blanca Soto - Madri; The Record: Contemporary Art and Vinyl - Miami Art Museum - Miami; Futbol Arte y passion - MARCO - Museo de Arte Contemporaneo de Monterey - México; Consuming Cultures - A Global View - 21C Hotel-Museum Kentucky - USA. 

MUSEU VALE 

O Museu Vale está instalado na Antiga Estação Ferroviária Pedro Nolasco, às margens da baía de Vitória, em uma área tipicamente industrial e portuária no município de Vila Velha, Espírito Santo. Inaugurado em 1998, o Museu Vale, além de preservar a memória da construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, em seus 18 anos, vem agindo de forma integral e continuada na formação de jovens e como indutor de atividades culturais na região da Grande Vitória. Essa importante função é confirmada pelo expressivo número de visitantes que recebe. Em 2016, 139.388 visitaram o museu, dos quais 27.845 foram estudantes das redes pública e privada de ensino, provenientes de 714 escolas.

Gerido pela Fundação Vale, cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde a Vale opera, a atuação do Museu Vale se faz sempre por meio do diálogo e interação permanentes com as comunidades, integrando os moradores nas atividades culturais e programas planejados.

Em seu espaço, o Museu Vale abriga ainda um Centro de Memória da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), com cerca de 22 mil itens catalogados, dentre filmes, fotos e textos históricos sobre a linha férrea da Vale. Além disso, seu acervo de arte contemporânea, com livros, catálogos, revistas, folders de artistas e exposições nacionais e internacionais, vem sendo organizado desde 2006 e está disponível para consulta de estudantes, pesquisadores acadêmicos e público interessado.

O Museu Vale é um centro de referência em exposições, intercâmbio, reflexão sobre a arte contemporânea e de sensibilização de novos públicos. Um espaço dedicado a exposições de artistas consagrados e jovens talentos em ascensão, o Museu Vale recebeu mais de 1,7 milhão de visitantes e sediou 45 importantes exposições, nacionais e internacionais.

O Museu Vale detém o Certificado de Excelência do site TripAdvisor, pela qualidade do serviço prestado no âmbito cultural. O certificado é baseado nas avaliações positivas dos usuários sobre a qualidade e a hospitalidade de diversos serviços e destinos turísticos ao redor do mundo.

SERVIÇO

JARDINS MÓVEIS
A exposição ‘Jardins Móveis’ de Felipe Barbosa e Rosana Ricalde propõe uma reflexão sobre a ideia de parque urbano como espaço de relaxamento e consumo. São 20 esculturas super coloridas que incorporam bichos e objetos infláveis de forma imaginativa. A mostra ocupa os jardins do Museu Vale, por onde os visitantes poderão andar para descobrir cada escultura e buscar seus significados.
Local: Museu Vale
Período: de 30 de junho a 24 de setembro / Terça a sexta -  de 8h às 17h / Sábados e domingos -  das 11h às 20h
Endereço: Antiga Estação Pedro Nolasco, s/n - Argolas - Vila Velha - Espírito
Informações: (27) 3333-2484
Entrada gratuita



Fonte: Assessoria de Imprensa Vale