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Publicado 04/09/2020

Contra escassez hídrica, indústrias devem investir na captação e tratamento de águas pluviais

Contra escassez hídrica, indústrias devem investir na captação e tratamento de águas pluviais
Até 2030, o planeta deve enfrentar um déficit de água de 40%, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O alerta leva à necessidade de repensar a gestão deste recurso e, principalmente, de buscar fontes alternativas para o uso desse bem natural. A captação e tratamento da água da chuva, além de gerar uma economia que pode chegar até 50% do consumo de água, tanto de uma residência como de uma indústria, provoca impactos positivos ao meio ambiente.

"Há uma demanda crescente pelo uso de água e, com isso, uma degradação cada vez maior dos nossos recursos hídricos. Portanto, ações e novas técnicas de preservação ambiental que possam reduzir ao máximo esses impactos são extremamente valiosas e urgentes", diz Leo Cesar Melo, CEO da Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis, que projetou, construiu e está operando uma Estação de Tratamento de Águas Pluviais (ETAP) para uma indústria no Espírito Santo, em uma área de 110 hectares, com capacidade de 4 mil m³/h de tratamento, o equivalente a quase duas piscinas olímpicas por hora.

De acordo com CEO da Allonda, uma das vantagens de um empreendimento como esse em fábricas, indústrias, hipermercados ou centros de distribuição, por exemplo, está justamente na sua área de captação, com centenas ou até milhares de metros quadrados de cobertura, permitindo um volume muito maior de coleta e tratamento. Para se ter uma ideia, cada 10 mm de chuva por metro quadrado equivale a um balde cheio de água. Isso significa que, para cada 100 m², tem-se 100 baldes cheios de água para reaproveitamento, que equivale a 1 m³.

Melo, no entanto, explica que o tamanho da ETAP e os equipamentos que serão empregados no projeto podem variar de acordo com a necessidade de cada indústria, além de outros fatores. "Desde a incidência de chuva no local, passando pela armazenagem e destino final da água, tudo deve ser devidamente estudado para alcançar um resultado melhor de aproveitamento", afirma o CEO da Allonda, que reforça que em comum entre todos os projetos está apenas o cumprimento às normas da ABNT NBR 15527:2007, que fala justamente sobre aproveitamento de água de chuva.

Entre outros cuidados, como a água captada pode conter sujeira e contaminações por microrganismos, ela passa por um processo de tratamento que garanta uma qualidade mínima para tarefas adequadas nos ambientes industriais - que não envolvem consumo, uma vez que ela não é potável. "A água que não for utilizada pode ser descartada no sistema público de drenagem pluvial, desde que não haja risco de contaminação do lençol freático", conclui Melo.
 
Sobre a Allonda

A Allonda é uma empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis. Possui um time próprio de especialistas e mais de 500 projetos já executados, dentre eles remediação ambiental nos dois maiores acidentes ambientais brasileiros, causados pelo rompimento de barragens de mineração em Mariana (2015) e Brumadinho (2019), ambos em Minas Gerais.


Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada